segunda-feira, 1 de abril de 2013

As MOLÉCULAS da BRUXARIA!


SIC - Exposição Bruxarias | Freeport


Exposição Bruxaria e Criaturas Fantásticas | Freeport


Exposição: Bruxaria e Criaturas Fantásticas | Freeport


Bruxaria – No princípio

Muito já foi falado no Madrugada Macabra sobre os mistérios da natureza e da realidade, além da crença no sobrenatural, na existência de criaturas míticas e na influência de fatores paranormais nas vidas humanas. Falamos sobre criaturas com poderes paranormais, sobre homens brincando de deus, sobre maldições milenares. Ignorando, é claro, a discussão sobre a veracidade ou não destas e para efeitos de argumentação admitindo que tais forças sobre/supranaturais de fato existam em algum nível, seria possível para o ser humano adquirir a capacidade de manipular estas forças ao seu favor? Controlar a natureza, ser senhor da vida e da morte? É exatamente disso que se trata um dos temas mais antigos da humanidade (relacionado ao sobrenatural), a Bruxaria. As origens dos conceitos relacionados ao que hoje chamamos de Bruxaria remontam à pré-história. Embora seja difícil precisar qualquer época, é seguro afirmar que tudo começou ainda quando o homem estava nas cavernas, e atribuía a seres invisíveis (geralmente mulheres – me desculpem os que gostam de ver deus como um ser masculino, mas as primeiras deusas eram provavelmente mulheres) a responsabilidade pelas forças da natureza (sol, vento, noite, tempestades, etc). Estas crenças se repetiram em diversas outras culturas, tornando-se mais complexas em lugares como a Grécia e o Egito Antigo, mas mantendo as mesmas características: seres humanóides aos quais eram atribuídos os inexplicáveis mistérios da natureza, bons ou ruins, muitos deles possuidores de dons mágicos. A noção de que a própria natureza seria uma entidade por si só (a “mãe natureza”) também é um conceito bastante antigo (tanto é que a palavra “natureza” vem do latim “natura”, e significa “nascimento”). Aliás, a comunhão, respeito e adoração à natureza era a base da bruxaria original (e embora alguns discordem desta afirmação, a bruxaria é provavelmente a “religião original”). Não há como se precisar com certeza onde as alegações de que era possível manipular as forças da natureza passou dos deuses para os mortais, mas os relatos de bruxas estão espalhados por virtualmente todas as culturas antigas do mundo, embora diferindo levemente em alguns aspectos. Na Ásia, a Babilônia é um notório local onde a bruxaria era algo comum (sendo visto inclusive em relatos bíblicos, onde estas práticas eram consideradas exclusivamente malignas e condenadas pelo cristianismo); no folclore japonês, há duas categorias específicas de bruxos(as): os que possuem cobras como seus representantes, e os que possuem raposas; em lugares como o Haiti, o mito dos Zumbis está intimamente ligado à bruxaria; o Egito Antigo também possui um histórico abrangente de práticas de bruxaria. Mas as noções de bruxaria que conhecemos hoje estão ligadas especialmente às crenças que surgiram e cresceram na Europa durante a Idade Média, e cuja repercussão histórica é notável, principalmente devido ao escopo que tais crenças abrangeram. Embora histerias a respeito de criaturas sobrenaturais não tenham sido incomuns no passado, com abertura de tumbas de supostos vampiros e caça aos lobisomens, foi a Bruxaria que levou o homem moderno mais longe em termos de barbárie provocada por medo e superstição. Originalmente a Europa não associava a bruxaria a práticas demoníacas, relacionando-as com Diana (Deusa romana da caça e dos bosques). A caça as bruxas começou de forma mais intensa no Sudeste da França e na Suíça, se desenvolveu entre os séculos 14 e 15 e atingiu seu ápice no sudoeste da Alemanha entre 1561 a 1670, não por acaso em uma época onde a influência da Igreja (tanto popular quanto política) era grande o bastante para convencer as pessoas que as Bruxas (que em sua grande maioria eram mulheres) eram amantes do demônio e, portanto, malignas por natureza. Isso levou a uma perseguição insana por quaisquer mulheres que fugissem dos padrões considerados corretos pela sociedade da época. Além disso, foi a desculpa necessária para uma série de condenações que tinham na verdade outros propósitos (era comum o marido traído acusar a mulher de bruxaria, bem como mulheres com quem padres tiveram casos secretos e acabaram engravidando, às vezes como forma de vingança ou até para se apropriar de bens alheios, apenas para citar algumas situações). Os “métodos” utilizados para confirmar que a mulher era bruxa não eram nem de longe justos e muitas vezes (para não dizer a maioria delas) utilizava-se de tortura, que nunca serviu de fato para confirmar se a mulher era bruxa, e sim fazê-la confessar de qualquer maneira. Fazendo um paralelo com a época da perseguição comunista nos anos 50/60, você tinha que fazer de tudo para não ser acusada de bruxaria pois, se fosse, tarde demais. Você já era bruxa e não voltaria a ver a luz do dia. Foi este período de caça às bruxas que trouxe para os tempos modernos (embora isso tenha mudado nas últimas décadas) o conceito de que toda a bruxaria é inerentemente ruim e toda a bruxa é um ser maligno, não raro associada à práticas satânicas. No entanto antes disso a bruxaria por si só não era considerada uma coisa maligna; era uma capacidade que o seres humanos (principalmente mulheres) eram capazes de adquirir, e poderiam usar tanto para o bem quanto para o mal. As bruxas estavam, no passado remoto, mais ligadas ao xamanismo do que ao demonismo, sendo, assim como os xamãs, figuras sociais que auxiliavam em aspectos como saúde, e comunicação com os mortos e/ou com os deuses. Curiosidades: - A Igreja Católica não foi a primeira instituição a condenar a bruxaria, e nem a idade média o único período; através da história e através das culturas, foi comum líderes condenarem estas práticas com medo dos poderes que as bruxas possuíam; - Aliás, falando em idade média, novos registros históricos mostram que, ao contrário do que se pensa, a caça às bruxas começou no fim da idade média e se estendeu por boa parte da idade moderna, sendo este período o mais marcante da perseguição às bruxas; - Estima-se que cerca de 50 mil pessoas tenham sido vítimas da caça às bruxas, sendo destas apenas 25% homens; - Curiosamente, a grande maioria das vítimas era cristã; - Muitas pessoas acusadas de bruxaria por “estarem possuídas pelo demônio” podem ter sofrido os sintomas de um fungo comum no centeio e outros cereais que ataca o sistema nervoso central. Quem comesse pão infectado com aquele fungo sofreria seus sintomas. Isso também foi uma das explicações para a praga da dança de 1518; - Witch (o termo em inglês para bruxa) deriva do inglês antigo, mais especificamente das palavras wicca e wicce, respectivamente o masculino e feminino de “Feiticeiro(a), mago”; - Antigamente, Bruxaria e feitiçaria se diferenciavam pelo fato de, na bruxaria, não ser necessário ferramentas físicas específicas nem ações coreografadas para lançar um feitiço.uarevaa.com

Paganismo

Diversas definições caracterizam o paganismo, sendo a maioria delas muito parecidas e coesas entre si. Mas se tivesse que dar uma definição rápida de acordo com a idéia que eu tenho de paganismo, sem muitos rodeios, diria que é um conjunto de crenças e tradições religiosas pré-cristãs que têm sua origem no campo, na natureza, crenças estas de caráter politeísta, que cultuam a natureza e suas forças como um organismo vivo e sagrado, sendo suas divindades o reflexo (ou a personificação talvez) de diferentes aspectos da natureza. O termo pagão origina-se do latim paganus, e refere-se àquele que vive/é no/do pagus, ou seja, no/do campo, na/da natureza. Tal termo foi há muito empregado pelos cristãos romanos para caracterizar e se referir de forma pejorativa aos politeístas em geral. Assim, num contexto histórico, refere-se às tradições politeístas pré-cristãs da Europa, do norte da África e greco-romanas. Trazendo para um contexto mais atual, seu significado abrange ainda algumas religiões contemporâneas, incluindo a maioria das religiões orientais, as tradições indígenas das Américas, da Ásia Central, Austrália e África, e todas as demais religiões não-abraâmicas. Algumas características e conceitos fundamentais dão forma à espiritualidade pagã, tais como a origem de suas crenças e divindades que se dá na própria natureza e suas forças, seus fenômenos; o desenvolvimento de uma relação direta e mágica com a natureza sagrada e suas divindades, que é refletida na religiosidade mágica dos pagãos; a não obrigatoriedade da existência de templos destinados aos cultos e práticas pagãs, já que a Terra é sagrada e assim fornece locais sagrados, tais como bosques, rios, cachoeiras, montanhas e etc.; As comemorações pagãs acontecem concomitantes às mudanças nos ciclos naturais, pois o calendário religioso se confunde com o calendário sazonal e agrícola (baseado no estilo de vida campestre, rural dos antigos pagãos); a noção de ciclicidade do tempo abrindo caminho para a idéia de retorno eterno; a não existência de maniqueísmos (conceitos de pecado, paraíso e inferno, luz e trevas, bem e mal absolutos); há ainda um profundo respeito aos ancestrais e às tradições, o qual torna as práticas pagãs uma forma também de perpetuação da ancestralidade religiosa, do egrégor ancestral, que é a repetição dos mesmos ritos na mesma época, propiciando uma união mágica com todos os indivíduos que já haviam celebrado em outros tempos; Dentro do paganismo não há presença de estruturas padronizadas e dogmas religiosos, ou ainda um livro sagrado, propiciando assim a liberdade de culto; pode ser considerada como uma religiosidade doméstica, familiar, que se dá entre pequenos grupos com laços de sangue ou compromisso, porém, as grandes festividades pagãs ocorrem sempre num âmbito comunitário, relacionando todos os membros da comunidade.Fonte:tribodomorcego

História - O Caldeirão

A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que apareceram na Itália por volta de 1.000a.c, por serem povos místicos e possuidores de conhecimento de magia eles influenciaram em muito a religião da Itália. Os povos Etruscos deixaram tumbas magníficas decoradas, pintadas e ás vezes com jóias armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que ali estava enterrada, acreditavam na vida após a morte e que os deuses se fossem bem celebrados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida após a morte. Os deuses ocupavam um lugar importante na vida dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a idéia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam emprestar "aos humanos", portanto o poder divino era consciente entre os Etruscos, com seus hábitos, sua religião e seus conhecimentos influenciaram sobre maneira toda a região da Itália. A vinda do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e o culto mágico aos deuses foi considerado ilegal. As sacerdotisas de Diana se refugiaram em vilas isoladas, onde hoje é encontrado o templo de Diana em ruínas, portanto a Velha Religião foi conservada nessas áreas rurais e o seu conhecimento existe até hoje na Itália moderna. A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta como foi em outros países, pois as bruxas italianas se concentravam em vilas isoladas e era geralmente muito bem tolerado. A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone e o coven de bruxos é chamado de Boschetto A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália, por exemplo, na Sicilia, norte da Itália, sul da Itália etc... Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças. Os Estados Unidos fica muito longe da Itália e numa época passada, nos tempos primitivos é lógico que o conhecimento da Itália eram diferentes dos conhecimentos americanos assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma há tempos atrás, por que o conceito oriental místico só chegou na Itália neste século, portanto não se escutava falar sobre tantra, I'ching, chákra, yoga, estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300... Como a Stregha italiana têm seus alicerces na velha religião praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais. Outro exemplo: Na Itália temos quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs. A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos, talismãs, adivinhações, feitiços, os círculos mágicos também são feitos, é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras ferraduras, pérolas, fitas vermelhas e sal. Já foi dito que é muito importante os laços familiares na bruxaria Stregha e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. As mulheres mais velhas da família gradativamente vão oferecendo conhecimentos para a iniciada e vão notando quais os dons que esta iniciada nasceu com eles. Isto também se dá com os meninos que florescem mais tarde na magia que as meninas. Fonte: Autor Desconhecido