segunda-feira, 11 de março de 2013

7 ASSOMBRAÇÕES EM SALEM, MA ...

1. O CEMITÉRIO OLD POINT ENTERRAR O Cemitério Old Point Enterrar, também conhecida como Rua Carta Cemitério, possui muitas assombrações em Salem, MA. Suas fileiras de pedras, algumas muito antigas para ler, alguns derrubado e quebrado, alguns tão pura que pode ter sido erguida apenas alguns anos atrás, cada contar histórias. Se você tirar fotos de noite, se a lua eo clima estão certos, você está apto a ficar muito a surpresa, refrigeração emocionante - e eu realmente tenho a prova disso! 2. O SALEM WITCH TRIALS MEMORIAL O Ponto Enterrar é realmente localizado ao lado do Salem Witch Trials Memorial, e ele vem como nenhuma surpresa que esta área é assombrada. O memorial em si é bonito e espaçoso, um pouco como uma catedral ao ar livre -, mas os bancos de pedra que revestem as paredes que cercam cada um contém o nome de alguém que foi enforcado ou pressionado ou pior, ao ser marcado como uma bruxa. Um total de 20 pessoas - 16 mulheres e 4 homens - foram acusadas de feitiçaria, e é totalmente acreditava que algo de seus espíritos permanecem aqui, talvez para dar suas histórias para os visitantes. 3. OLD TOWN HALL Localizado no topo de Artistas de linha e parte do muito amado Derby Square, a Prefeitura da Cidade Velha é também o local de uma série de assombrações em Salem, MA, e não simplesmente por causa da história maravilhosa Alive! atuando trupe que realiza em torno dele. Para ter certeza, no entanto, eles provavelmente não despertar os espíritos que repousam dentro do antigo edifício. 4. THE JOSHUA WARD HOUSE The Joshua Ward House tem sido acreditado para conter espíritos. Fantasma ocupado Giles Corey é dito a assombrar seus quartos - que deve ser difícil, já que o homem que foi contratado como o xerife durante os julgamentos de bruxas também é acreditado para assombrar a casa. Como se isso não bastasse, há também relatos de uma mulher muito irritada, idosos especificamente assombrando as escadas da casa. 5. O HOTEL HAWTHORNE O Hotel Hawthorne é um dos hotéis mais mal-assombrados em todos Salem, em parte porque acredita-se que os espíritos dos residentes e visitantes permanecem no prédio. Embora o nome de Nathaniel Hawthorne, no entanto, não é assombrado pelo autor. Hoje, os itens são misteriosamente reorganizados no hotel, fazendo com que os funcionários a ficar em apuros. Em particular, o cheiro de maçãs, por vezes, se levanta do nada, fazendo com que os crentes para ter certeza de que Bridget Bishop, que foi enforcado em - e, portanto, também assombra - Gallows Hill, está fazendo a sua presença conhecida no hotel também. 6. A CASA DO SEVEN GABLES É talvez apropriado que tantas assombrações em Salem, MA, realizada na Casa do Seven Gables. Os moradores estão mais aptos a chamar a casa da Mansão Turner-Ingersoll, em referência a duas famílias que realmente viveram lá. Os membros da família Ingersoll estavam relacionados com Nathaniel Hawthorne, mas, novamente, ele não está no registro como assombrando a casa. Em vez disso, seu primo Susan acredita-se que vagam pelos corredores - e tem sido visto -, enquanto outros visitantes relatam ouvir um rapaz jogando no sótão. Como assim, às vezes as luzes ea torneira desligar e ligar à vontade. 7. JAIL SALEM Cadeia Salem foi a casa de atrocidades inumeráveis, e agora é o lar de vários espíritos. Naturalmente, muitas das assombrações são causados ​​por presos - tanto os que morreram ali, e aqueles que foram deixados para morrer. Eu nunca vi qualquer atividade fantasmagórica mim - mas eu posso dizer que cada vez que eu caminhe passado, a enorme estrutura, os pêlos dos meus braços e as costas de elevadores do meu pescoço, e do tipo, o mais estranho de sensação elétrica ultrapassa-me ... É difícil escolher apenas alguns poucos assombrações em Salem, MA. Se você esquecer o trade turístico e ir explorar em seu próprio país, você pode facilmente sentir a verdade da questão. Esta cidade inteira é assombrada, e não necessariamente de uma maneira ruim. É um lugar especial, mágico não por causa de todas as lojas de bruxas, mas por causa de sua rica história. Você já experimentou todos os episódios inesquecíveis, em Salem ou em outro lugar?paranormal.allwomenstalk.com

Destaque em Salem, Massachusetts: Quatro Atrações de Halloween inspirado a visitar

Se você pisar dentro de uma loja simples, em Salem, você não terá problemas para encontrar camisetas gritando, "A Bruxa e Famosos". Salem parece estar permanentemente preso em um sonho de Halloween, principalmente para o que ocorreu em 1692, quando mais de 150 pessoas foram acusadas de prática de bruxaria. As trilhas das Bruxas de Salém iria colocar esta comunidade apenas 17 quilômetros ao norte de Boston no mapa para aqueles em busca de um destino verdadeiramente Halloween apropriado. Mesmo se tudo na cidade parece ter "bruxa" estampada em toda ela, Salem continua a ser um belo local para visitar em um dia de outubro crisp. Conheça as Bruxas de Salém Trails no Museu Salem Witch Se você quer um pouco de introspecção na Salem Witch Trilhas, embora um pouco piegas assumir as trilhas, você pode visitar o Museu Salem Witch. O museu oferece uma introdução detalhada para os 1692 trilhas. Os visitantes podem também aprender sobre a caça às bruxas ao longo dos anos. O museu fica o museu mais visitado de Salem. Aprecie Arquitetura e História Witchy na Casa Witch Embora possa parecer que cada casa em Salem tem "bruxa" anexado ao seu título, este é o negócio real, ou pelo menos que a estrutura em pé só na cidade com ligações diretas para as trilhas bruxa de 1692. Você pode visitar a casa do magistrado local e líder cívico Jonathan Corwin. Corwin servido no Tribunal de Oyer, aquele que enviou 19 "bruxas" para a forca. Mesmo se você não está na história bruxa na casa, vale a pena ver apenas por sua arquitetura do século 17. Visite a Casa Spooky of the Seven Gables A casa que inspirou o romance de Nathaniel Hawthorne, 1851 é uma parte muito importante de Salem. A casa e seus sete empenas pertencia ao primo Hawthorne. Hoje ele está em uma forma um pouco estranha, com quartos extremamente assoalho e um exterior escuro. A novela sobre a vida sob os ideais sombrios puritanos da Nova Inglaterra no início pode ser sentida em toda a casa. Construído pelo Capitão John Turner em 1668, a Casa do Seven Gables é com o período apropriado de móveis, peças referenciados no livro e até mesmo uma escada um tanto surpreendente e assustador segredo. Incluído no preço de uma excursão da casa é uma visita ao interior berço brilhante Hawthorne vermelho. A estrutura foi movida em razão de estar a poucos passos da Casa da Seven Gables. A definição de romance aprecia uma vista para Salem Harbor. Veja Bruxa Programa de TV favorito em forma de estátua Apesar personagem Samantha Estêvão interpretada por Elizabeth Montgomery no programa de TV A Feiticeira não tinha nada a ver com Salem, ela tem uma presença na cidade. Uma estátua de bruxa favorita da TV fica ao lado Lappin Park. A estátua foi doada à Salem pela Terra TV e tem uma representação um pouco assustador da estrela Feiticeira. Você pode encontrar Sam sair em sua vassoura em Essex e Washington.blog.onetravel.com

domingo, 10 de março de 2013

Por dentro do Halloween!

Uma festa que parece super atual, mas não é! O Halloween, famoso dia das bruxas, surgiu há mais de 2 mil anos, entre os celtas e era visto como o nosso 31 de dezembro. Isso mesmo! Para os celtas o 31 de outubro era o equivalente ao nosso 31 de dezembro. Essa é a data em que os espíritos andam livres por aí e não podem ser controlados! Então, oferecer doces na porta de casa é uma forma de não deixar que nenhum mal entre no lar. 31 de outubro é o dia também de homenagear os antepassados, por isso mesmo o nome Halloween, que é uma abreviação de all hallows eve, que quer dizer “véspera de todos os santos”. Para você ficar mesmo por dentro do Halloween, o No Pátio mostra o significado de cada símbolo: Abóbora Um dos marcos do dia das bruxas, a abóbora – que sempre vem com uma cara hiper assutadora – tem até nome, você sabia? Segundo a lenda, um fazendo se negou a entregar uma abóbora a uma bruxa e ela o transformou em uma. Nos Estados Unidos é super comum colocar uma abóbora com vela dentro para afastar os espíritos ruins. Caldeirão Esse é o símbolo do quarto elemento. Lembra o fogo que aquece a água usada para preparar os alimentos. O ar é responsável por fazer evaporar os líquidos e tiramos da terra o ferro, com que é feito o caldeirão. Ah! Uma coisa super importante: ele tem que ter três pés ou nada feito. Caso não tenha, não serve para magia! Chapéu pontudo Não tem nem como imaginar uma bruxa que não use chapéu! Esse acessório nada fashion funciona como um pára-raios do bem. Mais ou menos assim: a ponta chama as energias positivas no momento em que as magias são feitas. O que muita gente não sabe é que ele não precisa, necessariamente, ser preto! Vassoura Esse sim é o símbolo mais marcante das bruxas! Seja em filmes de terror ou em desenhos animados, elas sempre aparecem com as super vassouras voadoras, que são usadas para limpar o ambiente antes dos rituais. Sendo assim, elas levam para bem longe as energias negativas! Dia 31 de outubro não pode passar em branco! Aproveite para decorar a casa e homenagear os antepassados. Mas, se você não acredita tanto assim no que diz a lenda, vale pela brincadeira! Pelo menos será um dia super divertido!nopatio.com.br

Bruxas - Quem são e como surgiram ?

Escrito por Guardião e Sweetwitch O homem sempre temeu as forças da natureza. Não sabia ao certo como explicá-la, como dominá-la. Tinha medo de toda a energia emanada pelas águas, pelo ar, pelo fogo, pela terra. Essas forças e mistérios naturais, influenciaram os homens, surgindo crenças e sua interação com o "oculto". Uma das primeiras manifestações foi a Bruxaria ou Wicca (velha religião fundamentada no culto às forças da natureza). Palavra essa, que os historiadores achavam que fosse originária do inglês arcaico Wicce, onde derivam as palavras Wizard (mago), Witch (bruxa), Witchcraft (a arte do sábio). Porém sua origem está na raiz indo-européia 'wikk-', significando 'magia', 'feitiçaria'. O nome Wicca é o mais usado para denominar essa religião. Ela também é conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga Religião e Arte dos Sábios, ou, simplesmente, A Arte. As origens da Bruxaria remontam à aurora da humanidade. O princípio fundamental da Wicca é "faça sua vontade sem prejudicar ninguém. É uma religião de amor a vida e respeito a natureza." A Bruxaria cultua dois tipos de energia: A feminina e a masculina. A Feminina (Deusa Mãe) está associada à lua, o aspecto intuitivo, a procriação. O Masculino (Deus de Chifres) está associado ao sol, representando a força, a virilidade. Alguns estudiosos garantem que a origem da Bruxaria começou a tomar forma na era Paleolítica, há cerca de 25 mil anos atrás. O homem nesta época tinha como meio de subsistência a caça e a coleta. Tudo era mistério para eles: o trovão, a escuridão, o sol e outras forças da natureza. O mundo era para eles cheio de forças temíveis que deveriam ser respeitadas e reverenciadas. Um desses mistérios era a fertilidade e até mesmo a própria mulher. Para eles, além do grande mistério da reprodução (os homens ainda não tinham consciência de sua participação), ainda achavam um grande enigma o fato da mulher alimentar seus "filhotes" com o leite vindo de seu próprio corpo. Sem falar que aquela criatura mágica soltava sangue de seu corpo de tempos em tempos e mesmo assim não morria. Dai começaram a surgir as Deusas Pré-Históricas, deusas da fertilidade. Mais tarde com o homem tomando consciência de seu papel na reprodução, surgiram também os deuses masculinos. O surgimento do cristianismo, por imposição do Império Romano, não obteve muito sucesso na Europa. A grande massa da população permaneceu fiel aos cultos de seus antigos Deuses. Alguns desses deuses tinham em sua imagem, chifres (que simbolizavam a fertilidade), e às vezes patas e rabos de animais, simbolizando a caça. O Império então, na tentativa de fortalecer a "Nova Religião", batizou a "Antiga Religião" de paganismo e seus seguidores de "pagãos". Os cristãos então começaram a se "apropriar" de festividades pagãs como se fossem comemorações de sua própria religião. Por exemplo: A comemoração do Nascimento do Deus Sol transformou-se no Natal Cristão. O Festival de Samhain, em intenção aos mortos, passou a se chamar Dia de Finados. Através de um decreto do Papa Gregório, os cristãos se apossaram de locais sagrados da "Antiga Religião", derrubaram templos existentes e construiram em seus lugares suas igrejas. Deuses foram transformados em santos. Um exemplo disso é a Santa Brígida, da Irlanda que na verdade era a Deusa Bhrid (protetora do fogo e dos partos). Porém alguns sacerdotes da "Antiga Religião" não se renderam à nova ordem e mantiveram os cultos ao Deus de Chifres e a Deusa Mãe. Foram tachados pela igreja de Bruxos e Bruxas. Na idade média, a Igreja Católica, perseguiu os suspeitos de praticarem a bruxaria. Foram queimados vivos, decepados ou enforcados. A Igreja pregava que a Bruxaria estava associada a prática do culto ao demônio e que as bruxas eram frias e apavorantes. Na verdade, eram mulheres lindas, sensuais e inteligentes. Elas eram submetidas a humilhações de todo tipo, como por exemplo, ficarem despidas na frentes de vários "inspetores" que procuravam pela "marca do diabo". Depois eram violentadas e condenadas à fogueira. Seu crime? Serem belas, jovens e invejadas. A Bruxaria vem ressurgindo com muita força, principalmente depois da liberação feminina na década de 60/70, hoje é respeitada como uma forma de culto totalmente separada da magia negra ou culto ao demônio, existem os magos negros, mas isso já é história para uma outra edição...estronho.com.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

Halloween

Então, é sobre isso que o último post da série especial sobre Halloween vai falar! Na verdade, a história dessa data vai muito mais longe do que a maioria pode imaginar. Sua origem remonta do povo celta, que habitou a região da Grã-Bretanha e da França entre o ano 2000 e 100 antes de Cristo. Eles acreditavam que o dia 31 de outubro marcava o início do Samhain, celebração que indicava o fim da colheita, o Ano Novo celta e o início do inverno. Na noite do Halloween, segundo eles, os espíritos dos mortos saiam dos cemitérios e andavam livremente sobre a Terra, assim como demônios, fadas e outras criaturas. Para afastá-los, os celtas enchiam a casa de objetos assustadores, como ossos, caveiras, abóboras decoradas – essas coisas que deram origem à decoração de Halloween que conhecemos hoje. Também se fantasiavam com peles e cabeças de animais e costumavam servir comida para acalmar as criaturas do além. Hoje o dia é bem importante nos países norte-americanos, onde chegou levada pelos imigrantes irlandeses. A gente sabe que aqui no Brasil a data nem de longe tem a mesma importância atribuída a ela nesses lugares. Na verdade a gente “importou” essa ideia da cultura norte-americana, difundida por meio de filmes, revistas e tudo o mais. Em países como Estados Unidos e Canadá, as festas em comemoração ao Halloween costumam resgatar elementos associados com o lado assustador e macabro, como bruxas, fantasmas, vampiros, espíritos etc., tudo a ver com a origem dessa história toda. As crianças também participam da festa e, fantasiadas, passam nas casas da vizinhança pedindo doces.Fonte:garotasnormais.com.br

Histeria e caça às bruxas

Ao longo dos séculos, sintomas mutáveis da patologia descrita por Freud, há mais de 100 anos, são interpretados sob influências históricas, sociais, culturais - e ainda hoje intrigam profissionais da saúde Terror da Inquisição: versão de 1860 de xilogravura de 1232 faz alusão aos julgamentos e às condenações à fogueira. França, 1599. A jovem camponesa Martha Brossier é presa e julgada sob acusação de feitiçaria. Para o clero, os sinais de envolvimento com o demônio são inegáveis: seu corpo sacode-se em convulsões, ela contorce os músculos, contrai a face, se expressa com tom de voz alterado e se mostra insensível a picadas de longas agulhas. Segundo relatórios sobre o caso, mantidos na Biblioteca Nacional, em Paris, médicos chegam a levar em conta evidências de epilepsia ou histeria - mas por fim a hipótese é descartada. Martha é considerada culpada e, como tal, morta pela Inquisição. Talvez, se fosse examinada três séculos mais tarde, pelo médico Jean-Martin Charcot, no hospital francês La Salpêtrière, teria seus sintomas exibidos numa aula assistida por médicos recém-formados entre eles Sigmund Freud. É consenso que a prática freudiana começou com pacientes histéricas. Muito antes, porém, os sintomas tão desafiadores, variáveis, enigmáticos e mutáveis da patologia capaz de alterar funções motoras e sensoriais, sem nenhuma justificativa corporal para sua origem, já intrigavam leigos e especialistas. Em alguns momentos históricos, essas manifestações foram relacionadas à bruxaria e à possessão demoníaca. Na Idade Média, quando a Igreja estendia seus domínios para além da fé e exercia grande poder político e econômico, questões culturais e sociais mostravam-se intimamente relacionadas aos quadros histéricos. Com a queda do Império Romano, a Europa fragmentou-se em feudos e a Igreja era a única referência comum, o que tornava seus poderes cada vez mais amplos. Qualquer questionamento a suas crenças e dogmas era visto como grande ameaça. Invasões bárbaras, freqüentes na época, eram fonte de insegurança, tanto pela violência, quanto pelas crenças pagãs que propagavam. Povos como os celtas e os druidas, incorporados pelos romanos, retomavam antigos hábitos, e todos os ritos pagãos invariavelmente eram considerados magia ou bruxaria. Tais crenças eram consideradas pelos dominantes formas ardilosas de o demônio conquistar espaços; o que diferia das práticas cristãs era tido como possessão e feitiçaria. Tal postura solidificou o poder da Igreja, promoveu a institucionalização do terror e do medo. O diabo e as bruxas faziam parte da vida ordinária da sociedade medievalista. O Renascimento trouxe novas perspectivas, já que muitas das idéias, antes proibidas, passaram a fazer parte das discussões acadêmicas, filosóficas e teológicas. Antes que isso se tornasse realidade, porém, muita coisa se passou. Ao perceber que seu domínio não era tão inquestionável quanto antes, a Igreja reagiu violentamente. É dessa época o ápice da Inquisição e dos autos-de-fé e é aqui que nos aproximamos da histeria. Muitos dos casos que hoje compreendemos como histeria eram tidos, na ocasião, como manifestações de bruxaria. Em 1599, Pierre L'Estoile escreveu em seu diário sobre o julgamento de Martha Brossier: "As agitações que observamos não têm nada da natureza das doenças; (...) não sendo nem epilepsia, a qual supõe a perda de todo o sentimento e julgamento; nem a afecção que nós chamamos de histeria, a qual não ocorre jamais sem privação, ou dificuldade de respiração. (...) Somos compelidos até esse momento por todas as leis do discurso e da ciência, e quase forçados a acreditar ser essa jovem demoníaca, é o Diabo habitante nela o autor de todos estes efeitos". De fato, as características apresentadas por Martha não diferem muito das descritas por Freud mais de 300 anos depois: estão presentes as alterações de percepção, de sensação e motoras, a multiplicidade de personalidades e grande plasticidade de sintomas. O interesse de Freud pela histeria revela um enigma até então incompreensível para a ciência. Muitas vezes, os casos eram tomados como artimanhas e encenações que desestabilizavam o conhecimento médico. Tal como fazia o homem religioso do século XVI diante das bruxas, os médicos - sentindo-se desafiados - tratavam das pacientes de forma punitiva. No início de sua carreira, sob forte influência de Charcot, Freud utilizava a hipnose na tentativa de tratar a patologia. Utilizava a técnica para buscar lembranças traumáticas relacionadas a cada um dos sintomas e, em 1895, publicou com Breuer Estudos sobre histeria. É nesse trabalho que pela primeira vez o autor utiliza o termo "trauma". Segundo sua primeira teoria sobre o tema, a paciente deveria lembrar-se do evento doloroso e vivenciar as emoções que não havia podido expressar de forma adequada na ocasião. Encontram-se na obra recortes clínicos do atendimento de cinco mulheres, casos importantes para a história da psicanálise: Anna O., Emmy von N., Lucy, Katharina e Elisabeth von R. Todas com algo em comum: sintomas clássicos de histeria de conversão (na qual conflitos psíquicos são convertidos em manifestações somáticas motoras ou sensitivas, dolorosas ou limitantes). Talvez, se tivessem vivido séculos antes, fossem consideradas bruxas, assim como Martha Brossier. Freud afastou-se de Breuer ao perceber que suas pacientes relacionavam os eventos traumáticos a experiências sexuais. Intrigado, deteve-se na investigação da vida sexual das histéricas e construiu sua teoria da sedução, abandonada pouco depois. Ele sugeria que os sintomas tinham origem em uma experiência sexual precoce e violenta, na maior parte das vezes praticada pelo próprio genitor contra a criança. Apesar das convicções de Freud, porém, os resultados dos tratamentos não eram promissores. Muitas pacientes o abandonavam e outras não apresentavam sinais de melhora. Tal situação o deixou muito preocupado com seu futuro profissional e pessoal. Em crise, Freud abandonou os estudos com as histéricas e voltou aos laboratórios de neuroanatomia. Com a morte de seu pai, iniciou sua auto-análise e percebeu que seus sofrimentos tinham a mesma natureza das que ouvia de seus pacientes. O resultado mais conhecido desse processo analítico é a obra fundamental de Freud, A interpretação dos sonhos (1900), onde estão lançadas as bases da psicanálise: a divisão do aparelho psíquico, a noção de recalque e a proposição do funcionamento dinâmico do Inconsciente. O autor afirma que os sonhos têm sentidos que podem ser apreendidos por meio de um método, eficiente também para a compreensão dos sintomas histéricos. Essas proposições acarretam uma forma até então inédita de compreender o ser humano. Está fundada a psicanálise. Satisfeito com os resultados, publica em 1905 Fragmentos da análise de um caso de histeria, mais conhecido como o Caso Dora, um relato clínico em que as relações entre sonhos e sintomas histéricos são evidentes. Trata-se, também de uma histeria de conversão. Todos os casos de histeria descritos por Freud são conversivos e isso não deve passar despercebido. Talvez por conta disso, alguns entendam que todo fenômeno histérico é conversivo. Embora a conexão exista, Freud o autor foi bem além, afirmando que a principal característica da patologia é um tipo peculiar de transferência, na qual se busca a repetição de modelos de relacionamentos vividos com figuras parentais na infância, que implica uma relação de sedução e uma desesperada tentativa, por parte do paciente, de preencher um vazio existencial. Ainda hoje, entre profissionais da saúde, persiste a expectativa de que a doença se apresente por meio de sintomas bizarros e chamativos. O principal interesse pelo transtorno parece vinculado à conversão. Talvez, um detalhe de importância fundamental seja por vezes ignorado: a histeria é uma patologia de ordem psicológica. Quando pacientes manifestam seus sintomas no corpo de maneira inequívoca, nos referirmos ao caso como "uma histeria de livro" - talvez um hábito que remonte à época de caça às bruxas, em que o desconforto provocado pelo enigma se misturava ao fascínio do espetáculo. Tais casos, porém, já não são tão freqüentes. É razoável lembrar que a histeria assume formas variadas e não se pode deixar de levar em conta características importantes do quadro como plasticidade, variabilidade e imprevisibilidade dos sintomas. Ao longo de mais de 120 anos, o conceito comportou uma variedade de terminologias - como histeria de angústia, de retenção, de defesa, hipnóide e traumática. Uma a uma, porém, tais denominações (e conceitos) foram abandonadas ou modificadas, de acordo com o desenvolvimento do pensamento freudiano, o que revela a impossibilidade de definir todas as facetas e características da histeria. Que o digam os organizadores do Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (DSM), que a cada nova edição acrescentam novos nomes e verbetes para descrever uma estrutura psíquica dinâmica tão complexa quanto a histeria.O caráter relacional e o desenvolvimento da transferência no paciente histérico são de grande importância para compreender nuances da histeria. É indispensável ressaltar que a histeria é uma forma específica de se relacionar com o outro, e o sintoma explicitado no corpo, portanto, deve ser considerado apenas como instrumento a mais para o estabelecimento de vínculos. Nesse quadro, o desejo pela figura parental do sexo oposto, vivido no complexo de Édipo, manifesta-se de forma intensa e, com semelhante ênfase, é recalcado. O conflito psíquico conseqüente se manifesta em todas as esferas da vida sexual e anímica do sujeito. A queixa histérica reflete a falta do objeto amado e desejado. Na tentativa de conquistar o que lhe falta, o paciente histérico utiliza sedução, seja em atos (falhos ou não), seja na forma de estabelecer vínculos e na maneira de mantê-los. Não obstante, a sedução não pode se efetivar em uma relação consolidada e amadurecida, uma vez que isso colocaria em risco o frágil equilíbrio do aparelho psíquico, por se aproximar demais da fantasia incestuosa. Portanto, falamos de uma forma de seduzir que tende ao fracasso, que é em última instância a principal fonte de sofrimento histérico. Por conta do recalque, há a busca de um objeto alternativo de satisfação, como forma de evitar a fantasia edípica. A sedução, antes dirigida às figuras parentais, é reeditada na procura por outras pessoas que possam ocupar tal espaço. Por conta de deslocamentos e condensações, as figuras escolhidas guardam íntima relação com os objetos abandonados (os pais da infância) por terem traços similares a eles, pelo menos no modo de ver do sujeito, ou por serem diametralmente opostos. Os objetos atuais de interesse negam ou afirmam os primeiros modelos. Também essas escolhas estão fadadas ao fracasso, já que persistem as fantasias relacionadas ao objeto escolhido e ao que foi abandonado no passado. Na verdade, na histeria o objeto edípico nunca é abandonado - por isto Freud dizia que as histéricas sofriam de reminiscências. Uma das queixas habituais dos histéricos refere-se à sensação de abandono, já que seus relacionamentos amorosos não se efetivam justamente em conseqüência da erotização idealizada em relação às pessoas que se encontram ao seu lado. Usando a sedução, o paciente constantemente busca situações que não podem ser realizadas, por exemplo investindo na aproximação de pessoas com algum tipo de restrição profissional ou emocional. A insatisfação sexual é freqüente na experiência histérica, pois a intimidade com um parceiro é extremamente ameaçadora tanto às fantasias edípicas quanto aos preceitos morais e éticos do paciente. A organização psíquica da histérica faz com que, diante de desejos intensos, repressões igualmente fortes, fantasias e idealizações extremamente elaboradas, somadas à sensação de constante falta e insatisfação sexual, surja a tendência a dramatizar os mais variados eventos da própria vida, de acordo com as fantasias do paciente. Tal teatralização também era vista nos grandes julgamentos de feitiçaria. O macabro, o bizarro e o espetacular sempre chamaram a atenção. E, nesse sentido, nada mais sedutor que a bruxaria. A dramatização cotidiana, porém, torna difícil e desgastante o convívio com o outro. A intensidade emocional e as manifestações inventivas da histérica dificultam as relações interpessoais. Tal não ocorre somente nas relações amorosas; ao contrário, todos os relacionamentos são erotizados e investidos de libido, principalmente com figuras de autoridade - como o analista, o professor ou o médico. No caso do médico, as respostas que o histérico quer ouvir não são as que ele pode dar, por isso freqüentemente percebemos as dificuldades de profissionais em lidar com esse tipo de paciente. O pedido histérico é de natureza psicológica, mas em geral tanto o próprio sujeito quanto as pessoas com quem se envolve não percebem essa demanda. Por isso, é comum uma autêntica peregrinação desses pacientes por consultórios de profissionais da saúde das mais variadas formações. Guardadas as devidas proporções, situações semelhantes viviam as mulheres acusadas de bruxarias: eram avaliadas por inúmeros especialistas (religiosos, médicos, advogados etc.) até se chegar ao veredicto, que invariavelmente as declarava culpadas. Qualquer profissional que se detenha apenas nas manifestações somáticas das queixas histéricas, dando atenção somente aos aspectos descritivos e estáticos da doença, deixará de lado sua principal característica: o caráter dinâmico e relacional da doença. O aspecto certamente não passou despercebido a Freud. Ao formular o conceito de transferência, ele descortinou um tipo peculiar de relação estabelecida entre analista e analisando. O manejo clínico da transferência tornou-se, aliás, um dos principais instrumentos técnicos da psicanálise. Ou seja, Freud foi muito além da conversão ao descrever a histeria. Por meio da leitura criteriosa de seus textos, percebe-se que, apesar das mudanças nas formas de expressão da histeria, a patologia continua a se manifestar fundamentalmente como na época do autor. Com certeza não encontramos com tanta freqüência casos de conversão, mas as características transferenciais e relacionais permanecem. A definição do caráter histérico, portanto, não pode se basear apenas na natureza somática dos sintomas, já que variam de acordo com a cultura, a tecnologia e os costumes. Atualmente, a maleabilidade da histeria e as influências que recebe não são consideradas em toda sua amplitude. Se os sintomas de Dora variavam de acordo com as circunstâncias de sua vida, por que temos dificuldades em admitir que a manifestação dos sintomas histéricos também se modifica conforme a realidade na qual estamos inseridos? É freqüente que as várias queixas do paciente histérico sejam investigadas por diversos especialistas, e objetivamente descartadas. Isso torna o paciente alvo das mais variadas reações; desde acusações maldosas até punições exemplares. Não é raro que tais pacientes tomem as injeções mais dolorosas e sejam tratados severamente. Os resultados de tais condutas nem sempre são os esperados, pois, de certa forma, a queixa subjetiva histérica está sendo satisfeita e, portanto, o serviço de atendimento ou o profissional serão procurados novamente.É curioso observar que tais reações por parte dos médicos são semelhantes às dos caçadores de bruxas da Idade Média e do Renascimento. A maior busca continua a ser o desmascaramento daquele que tende a enganar o outro com seus ardis, bem como garantir a devida punição. Em ambas as situações não existe a preocupação com a compreensão da dinâmica psíquica, nem com a subjetividade do paciente: o importante é encontrar o demônio e punir as feiticeiras. Ao desmascarar o paciente histérico, o médico também se sente exposto e traído e atua contratransferencialmente, recusando qualquer cuidado além do oferecido até então. Assim, mais uma vez o paciente se vê abandonado e rejeitado em sua solidão. A solução é buscar outro profissional que dê atenção às suas queixas e sintomas. Por isso os prontuários médicos dessas pessoas tendem a ser volumosos e repletos de exames e intervenções das mais variadas. Afinal, a estrutura histérica não sofreu mudanças drásticas desde o início da psicanálise - ou desde a época da caça às bruxas. Os avanços tecnológicos da medicina tornaram insustentável a manutenção de determinados sintomas e, por isso, notamos um decréscimo no número de casos de conversão histérica, ainda que por vezes ocorram nos hospitais gerais, principalmente em serviços de emergência e clínicas neurológicas. A histeria, plástica e mutável, adaptou-se aos novos tempos, e suas manifestações mais evidentes deixaram de ser as conversões. Nesse sentido, é possível afirmar que a patologia caminhou mais rapidamente do que os psicólogos e profissionais da saúde em geral, uma vez que persiste a expectativa dos fenômenos conversivos. Tal fato preocupa, pois indica que talvez ainda não tenhamos percebido que a conversão não é a principal caracterização da histeria, embora Freud o tenha escrito há mais de cem anos: a estrutura histérica se define como uma forma de se relacionar com o outro, por meio de um tipo específico de transferência. Certamente, muitas das "bruxas" foram queimadas por seus sintomas e não por seus supostos poderes mágicos. Tanto a histeria quanto a bruxaria são alegorias do fracasso do conhecimento douto na compreensão de fenômenos enigmáticos. Talvez por isso, se insista ainda hoje em caçar bruxas.adur-rj.org.br Fonte: Rev. Viver Mente & Cérebro, por Fabio Riemenschneider, ed. 162, julho, 2006.

Livro - As Bruxas de Salém

Meninas fazem feitiço no filme baseado em Arthur Miller. A coisa mais terrível sobre "As bruxas de Salém" é saber que se trata, em boa parte, de uma história real. Se você lesse a peça (ou assistisse) imaginando como uma obra de ficção, já provavelmente acharia chocante. Sabendo que aconteceu de verdade, não há como não se importar. A história aconteceu nos Estados Unidos, em Massachssets, em 1692. Foi um julgamento brutal de várias pessoas que, segundo se entendia, estariam ligadas a bruxarias e envolvidas com o demônio. Tem muito a ver com o espírito puritano que dominava parte das colônias inglesas na época. Isolados do mundo, vivendo numa sociedade em que todos tinham basicamente as mesmas crenças religiosas, havia uma confusão entre Justiça humana e julgamento religioso. A história começa depois que várias meninas (umas bem novas, outras mais velhas) fizeram um ritual na mata próxima a Salém. Queriam saber sobre namoros e prender namorados, coisas do gênero. Junto com elas, havia uma escrava negra, supostamente versada em rituais mágicos. Quando se descobre isso, as meninas começam imediatamente, para livrar sua pele, a acusar pessoas que estariam levando o demônio a Salém. Elas estariam enfeitiçadas e outras pessoas seriam as culpadas. A expressão "caça às bruxas" tem tudo a ver com o clima da peça. O perito encaminhado à cidadezinha começa a literalmente querer saber quem são as bruxas que atraíram um mal tão grande para a região. Tudo vira indício de participação em rituais terríveis. Uma mulher é presa sob a acusação de não deixar (por poderes sobrenaturais, claro) que seu marido se concentrasse na leitura da Bíblia. A história se desenrola de maneira que, em breve, dezenas de pessoas são condenadas por participação em artes demoníacas. Boa parte delas é assassinada, depois de julgamentos que, hoje, nos parecem bem pouco justos. Arthur Miller teve a ideia de escrever o livro depois de ver o macarthismo dominar os Estados Unmidos dos anos 1950. Quis fazer algo que servisse de metáfora para a "caça aos comunistas" que acontecia na Guerra Fria. E foi achar no século 17. Acabou se tornando um clássico, e não foi à toa. Serviço: Acho que a única tradução que é vendida atualmente no Brasil é a de José Rubens Siqueira, para a Companhia das Letras. Faz parte do livro "A morte de um caixeiro viajante e outras quatro peças". por Rogerio Waldrigues Galindo gazetadopovo.com.br